TRANSUMÂNCIA

Em tempos imemoriais, com a aproximação do Verão, os pastores do interior de Portugal subiam à Serra da Estrela na procura das melhores pastagens. A aproximação do Inverno levava os pastores a realizar estas viagens no sentido inverso.
 

“Nos fins do Outubro ou de Novembro começam a cair as primeiras neves. (…) Até Abril conservam nas terras baixas: é a invernada, que se faz nos Campos do Mondego, de Coimbra à figueira da Foz, para os lados do Douro, no Campo (Beira Baixa), nas Campanhas de Idanha, ou mais longe, nas planuras do Alentejo. É pelos Santos (1 de Novembro) que o grosso dos rebanhos deixa a serra. (…)”*
in:“A Invernada” Orlando RIBEIRO, Significado geográfico do pastoreio na Serra da Estrela, p. 364.

Pelas Rotas da Transumância viajavam mais do que rebanhos e pastores, seguia também toda a cultura inerente a cada povo. Tradições e costumes, tais como canções, formas de falar, danças e outras manifestações folclóricas eram passados de região em região, contribuindo para uniformizar características entre povos distantes.

A Grande Rota da Transumância recria estas viagens em passeios pedestres, experiências e eventos onde o imaginário pastoril e da transumância marcará, passo a passo, estes caminhos. Um tributo à memória das passagens e paragens de pastores e rebanhos, que calcorreavam os terrenos unindo as planícies a norte do rio Tejo, passando pela Serra da Gardunha até à Serra da Estrela. Reviva as experiências das viagens e paragens do imaginário pastoril e da Transumância.

Junte-se aos rebanhos e faça parte destas viagens!